
Não sei o que é o Amor.
Cheguei a essa conclusão, depois de muitas idas e voltas.
Não estou sofrendo por isso, já que isso nao significa que nunca fui feliz com alguem.
Já me perguntei se amor entre duas pessoas estranhas, seria como amor entre filho e mãe (é o unico que eu posso descrever no alvo). Não sei porque, mas senti que eram coisas completamente diferentes, talvez até opostas.
Quando tinha meus anos de 'puberdade'(odeio essa palavra, lembra 'pubiano', sei la), achava que amar algum menino fosse simplesmente achar ele lindo, sem sequer saber qual o timbre da sua voz. Vivia sonhando e perambulando, inventando historias e beijos, ao som de musicas de nickelback, que nunca existiriam.
Quando tive meus anos de meia adolescencia, achei que amar era algo que se construisse com o tempo, que a gente conhece a pessoa, e a medida que percebe suas qualidades e as coisas em comum, se ama. Isso absolutamente nao deu certo.
Quando estive no auge da juventude, comecei a pensar de uma forma mais 'madura', mais sensata talvez. Comecei a pensar no amor como sendo uma vontade subita de se estar com alguem, e um medo monstruoso de perde-lo. Pra mim, era mais que certo que o amor estava em mim, e que aquilo se tratava de ser sincero, de participar da vida do outro, de dar e receber apoio, e construir uma relação com bases solidas que pudesse ser longa e duradoura.Pra mim, o amor era isso. Mas dizem que o amor verdadeiro nao acaba.Esse, acabou.
Há tempos atras achei que o amor era o prazer intenso de fazer qualquer coisa ao lado dele. Imaginava, que fosse talvez, as coisas que se dizia entrelinhas. A adrenalina da saudade. Me certifiquei mais uma vez de que isso, sim, isso era o amor. Mas ele, mais uma vez, não era real.
Hoje... bom, hoje penso que amor inclui a certeza de que se ama - e só. Nao sei o que ele é.
Sei, que nos meus tropeços e abandonos, deixei pra tras pessoas que realmente acreditavam no amor, sabiam, intimamente, o que ele significava. Ver alguem sofrer por sua causa e você não ter o que fazer, é desesperador. Por isso...
"Eu te amo" não serve pra quem não está preparado para aceitar, um dia, que talvez estivesse errado. Enfim, nada de "eu te amo" fazendo acreditar que o "pra sempre" existe...
Profundamente reflexiva





